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Tecido Sanguíneo - Hematopoiético
(fisiologia)
Tecido Sanguíneo - Hematopoiético
(fisiologia)
TECIDO HEMATOPOÉTICO é a área do nosso organismo onde se produz o tecido sanguíneo, quando ele está produzido passa a ser considerado tecido sanguíneo.Mas aonde este sangue é produzido? Na medula óssea vermelha. Quem já ouviu falar de transplante de médula óssea, as pessoas reportam medula óssea aquela lá bem sensível da nossa coluna vertebral, mas não é nada disso, medula óssea vermelha é diferente de medula espinhal. A medula espinhal é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, fica no interior da coluna vertebral e transmite os impulsos nervosos, já a medula óssea vermelha é um tecido gelatinoso encontrado no interior dos ossos, conhecida popularmente como “tutano”. Ela contém as células mãe responsáveis pela fabricação e maturação as células sanguíneas. São encontradas nos tecidos que preenchem as extremidades dos nossos ossos "chatos e longos", como por exemplo a escápula ou omoplata, quadril, úmero, costelas, fêmur, etc. esta região é chamada de tecido hematopoético ou medula óssea vermelha, onde serão produzidas as células sanguíneas. A medula óssea vermelha é responsável pela produção de glóbulos sanguíneos.
Existem duas formas, a doação de medula óssea pode ocorrer por procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples, normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana, e a segunda forma, é a doação de medula óssea pelo sangue periférico, o doador toma um medicamento que faz com as células tronco da medula óssea migrem em direção a corrente sanguínea, e uma máquina específica no banco de sangue que vai fazer o processo de retirada dessas células.
VÍDEO MOSTRANDO UM PROCEDIMENTO DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA DIRETAMENTE DO OSSO.
Tecido Sanguíneo: o sangue humano é um tecido conjuntivo constituído por uma fase líquida que é a sua maior porção e por uma fase sólida, na fase líquida, existe o plasma sanguíneo, que é um líquido viscoso com coloração amarelada, constituído por aproximadamente 90% de água e 10% de substâncias dissolvidas, principalmente, íons (sódio, cálcio, potássio, magnésio, cloro, etc.), proteínas (albumina, fibrinogênio, imunoglobulinas), nutrientes(glicose, aminoácido, lipídios, vitaminas, etc.), gases (CO2 e O2) e excreções (amônia, úreia) . Na fase sólida, temos os elementos figurados, que são três tipos básicos de células, as hemácias também chamadas de eritrócitos ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou glóbulos brancos e as plaquetas que são fragmentos de células, pedacinhos de uma grande célula (megacariócito) que não existe mais.
Hemácias (eritrócitos ou glóbulos vermelhos): são as células encarregadas do transporte de oxigênio e gás carbônico do metabolismo celular. Assim como as demais células do sangue, formam-se na medula dos ossos. Durante seu amadurecimento, as hemácias perdem o núcleo (anucleadas), adquirem sua forma discoidal típica, com 7 a 8 mm de diâmetro por 1 a 2 mm de espessura, e biconcava, possui uma concavidade, chamada bipressão no centro delas. O interior de uma hemácia madura é quase totalmente preenchido por uma proteína de cor vermelha intensa, rica em ferro - a hemoglobina -, cuja função é capturar o gás oxigênio nos pulmões e distribuí-lo a todas as células do corpo. Cada milímetro cúbico de sangue possui entre 4,5 e 5 milhões de hemácias, ou seja, em uma pessoa adulta circulam cerca de 30 milhões de hemácias.
Curiosidades:
- Isso significa que se tivesse-mos um cubinho com 1 mm de aresta, neste cubinho caberiam 4,5 a 5 milhões de hemácias, e esse quantitativo é baseado no nível do mar, quer dizer que a medida que nós subimos, vamos para uma região mais alta, esse quantitativo de hemácias tende a aumentar, pois a medida que se sobe a quantidade de O2 diminuí e as hemácias tem que ser responsáveis pelo transporte dele, desta forma obriga a medula óssea vermelha aumentar a produção.
- Muita gente acha que a hemácia é biconcova, ou seja por que possui uma depressão no centro, devido a perda do núcleo, mas isso não é verdade, a depressão é formada devido a presença da proteína hemoglobina que é responsável pelo transporte dos gases, sendo justamente a arrumação da hemácia que provoca essa concavidade natural na célula.
- O que diferencia o tecido sanguíneo dos demais tecidos do corpo é a substância intercelular, (inter=entre), é a substância que está entre as células, pois esta substância é líquida, enquanto nos demais tecidos esta substância intercelular é pastosa ou sólida. A hemácia por não ter núcleo tem pouco tempo de vida, nós trocamos aprox. a cada 120 dias as hemácias que já estão velhinhas e não conseguem mais desempenhar sua função.
Leucócitos (glóbulos brancos): constituem um exército de defesa do organismo contra invasões de agentes estranhos, são células esféricas e nucleadas, com diâmetro cerca de duas vezes maior do que o das hemácias. Existem dois grandes grupos de leucócitos, os chamados de agranulócitos ou agranulosos, e os granulócitos ou granulosos, que a grosso modo quer dizer "ter ou não ter grãos", para entendermos quem são esses grãos, temos que saber quem são os lisossomos.
Lisossomos: (do grego lise, quebra, destruição) são bolsas membranosas (organelas) que contêm enzimas capazes de digerir substâncias orgânicas. Com origem no aparelho de Golgi, os lisossomos estão presentes em praticamente todas as células eucariontes (um núcleo definido). Tanto as células agranulosas como as granulosas possuem grânulos, a diferença é que as agranulosas possuem pouquíssimos e não são visíveis no citoplasma , possuem apenas grânulos primários no citoplasma que é o lisossomo. contém os lisossomos, dos quais fornecem energia para fagocitar (é o englobamento e digestão de partículas sólidas e micro-organismos por fagócitos) o material engloblado, pode ser uma bactéria, um protozoário, uma fração de uma proteína que não pertença ao corpo humano, então elas irão fazer fagocitose, englobar a partícula e digerí-las.
Existem três tipos de granulócitos, os neutrófilos, eosinófilos ou acidófilos e os basófilos. Quando se olha uma gota de sangue no microscópio a única célula visível é a hemácia, porque é vermelha devido a presença da hemoglobina, os leucócitos são brancos, daí, a palavra leuco= branco, para que eles sejam visualizados é colocado corante e cada um deles tem uma característica química na sua membrana plasmática em relação ao corante, os neutrófilos são corados com corantes neutros, os eosinófilos ou acidófilos por corantes ácidos chamado de eosina, por isso os dois nomes, os basófilos por corantes básicos. A palavra filo que dizer afinidade, então cada um é atraído pela respectivo corante que tem afinidade. Cada um destes granulócitos responde por um processo de defesa, quando existem grandes invasões bacterianas aguda, é o neutrófilo quem responde, quando existem uma reação alérgica ou parasita intestinal, quem responde é o eosinófilo ou acidófilos, e em uma infecção bacteriana crônica quem responde é o basófilo.
Agora os agranulócitos ou agranulosos, são células que não apresentam grânulos visíveis no citoplasma, que possuem apenas grânulos primários, os lisossomos. São identificados por dois grupos os monócitos e os linfócitos. Os monócitos possuem o mesmo poder de fagocitose dos outros granulócitos, a diferença é que estas ficam pouco tempo na corrente sanguínea, migrando para o tecido conjuntivo crescente ela se torna um macrófago e assim passa a ser a primeira linha de defesa contra invasões orgânicas.
Os linfócitos estão ligados a imunidade, eles identificam o que não pertence ao corpo humano, os chamados antígenos, e produzem a defesa do organismo, o anticorpo, que é na verdade uma imunoglobulina que produz proteínas com a capacidade imunológica. Os linfócitos não são maturados na medula óssea como as outras células de defesa, são produzidos mas não maturados, somente são maturados quando passam pelos órgãos linfóides como timo, baço, linfonodo, faringe, tonsilas (amigdalas), parótida e o sistema imunológico cutâneo. Existem dois tipos de linfócitos o T e o B, o T identifica a substância que não pertence ao organismo humano o antígeno, o B recebe a ordem e fabrica as imunoglobulinas.
Curiosidades: um caso bastante famoso de quando estes linfócitos param de funcionar, na AIDS, pois o vírus da AIDS neutraliza a informação do linfócito T, e o organismo acaba perdendo a capacidade de saber quem o esta atacando e não pode produzir a defesa, a AIDS não mata o ser humano, ela impede que eles possam se defender para qualquer outra doença existente na face da Terra, ou seja quem tem AIDS pode morrer de uma simples gripe.
Em condições normais de saúde, cada milímetro cúbico de sangue contém entre 5 a 10 mil leucócitos. Em uma infecção, por exemplo, o número de leucócitos aumentam muito, podendo dobrar ou triplicar. O pus que se forma em um ferimento infeccionado é constituído basicamente por milhões de leucócitos que morreram combatendo agentes invasores.
Existem três tipos de granulócitos, os neutrófilos, eosinófilos ou acidófilos e os basófilos. Quando se olha uma gota de sangue no microscópio a única célula visível é a hemácia, porque é vermelha devido a presença da hemoglobina, os leucócitos são brancos, daí, a palavra leuco= branco, para que eles sejam visualizados é colocado corante e cada um deles tem uma característica química na sua membrana plasmática em relação ao corante, os neutrófilos são corados com corantes neutros, os eosinófilos ou acidófilos por corantes ácidos chamado de eosina, por isso os dois nomes, os basófilos por corantes básicos. A palavra filo que dizer afinidade, então cada um é atraído pela respectivo corante que tem afinidade. Cada um destes granulócitos responde por um processo de defesa, quando existem grandes invasões bacterianas aguda, é o neutrófilo quem responde, quando existem uma reação alérgica ou parasita intestinal, quem responde é o eosinófilo ou acidófilos, e em uma infecção bacteriana crônica quem responde é o basófilo.
Agora os agranulócitos ou agranulosos, são células que não apresentam grânulos visíveis no citoplasma, que possuem apenas grânulos primários, os lisossomos. São identificados por dois grupos os monócitos e os linfócitos. Os monócitos possuem o mesmo poder de fagocitose dos outros granulócitos, a diferença é que estas ficam pouco tempo na corrente sanguínea, migrando para o tecido conjuntivo crescente ela se torna um macrófago e assim passa a ser a primeira linha de defesa contra invasões orgânicas.
Os linfócitos estão ligados a imunidade, eles identificam o que não pertence ao corpo humano, os chamados antígenos, e produzem a defesa do organismo, o anticorpo, que é na verdade uma imunoglobulina que produz proteínas com a capacidade imunológica. Os linfócitos não são maturados na medula óssea como as outras células de defesa, são produzidos mas não maturados, somente são maturados quando passam pelos órgãos linfóides como timo, baço, linfonodo, faringe, tonsilas (amigdalas), parótida e o sistema imunológico cutâneo. Existem dois tipos de linfócitos o T e o B, o T identifica a substância que não pertence ao organismo humano o antígeno, o B recebe a ordem e fabrica as imunoglobulinas.
Curiosidades: um caso bastante famoso de quando estes linfócitos param de funcionar, na AIDS, pois o vírus da AIDS neutraliza a informação do linfócito T, e o organismo acaba perdendo a capacidade de saber quem o esta atacando e não pode produzir a defesa, a AIDS não mata o ser humano, ela impede que eles possam se defender para qualquer outra doença existente na face da Terra, ou seja quem tem AIDS pode morrer de uma simples gripe.
Em condições normais de saúde, cada milímetro cúbico de sangue contém entre 5 a 10 mil leucócitos. Em uma infecção, por exemplo, o número de leucócitos aumentam muito, podendo dobrar ou triplicar. O pus que se forma em um ferimento infeccionado é constituído basicamente por milhões de leucócitos que morreram combatendo agentes invasores.
Coagulação sanguínea: o fígado produz o zimogênio que é uma enzima inativada chamada também de protrombina, para que ele possa produzir a protrombina ele necessita da vitamina K, a protrombina vai ficar inativada pela ação da heparina (anticoagulante natural), caso ocorra uma lesão as plaquetas liberam a tromboquinase que inibe a ação da heparina, permitindo que a protrombina se ative e se transforme em trombina, o prefixo pro=2 aminoácidos a mais, ela retira esses dois aminoácidos, a trombina faz a conversão do fibrinogênio que é uma proteína solúvel dissolvida no plasma para fibrina que é uma proteína inssolúvel, a fibrina tem por finalidade formar uma rede que bloqueie os glóbulos sanguíneos, provocando o tamponamento da região onde está ocorrendo o sangramento, para que haja a conversão protrombina em trombina e fibrinogênio em fibrina, existe a necessidade se ter um catalisador iônico, o cálcio, lembre-se o fibrinogênio existe dissolvido dentro do sangue a fibrina não, ela só aparecerá por ocasião de uma lesão.





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